quinta-feira, 12 de abril de 2012

Livro do mês- Meia Hora para Mudar a Minha Vida

Autora: Alice Vieira - Ed. Caminho.

Sinopse

Alice Vieira escolheu para título, uma frase de uma canção de Adriana Calcanhotto, porque está muito relacionada com a vida da protagonista na história
O livro narra a vida de uma menina de 16 anos, Branca, que nasceu no meio de palmas , muitas palmas, “ uma salva de palmas” no fim de um espetáculo. «Nós é que escolhemos e fazemos o nosso destino.» Vivia com a sua mãe num teatro amador chamado “Feira “, . Adorava os espetáculos à noite e a plateia contente a aplaudir. Branca sentia que aquele era o seu mundo. Ela nascera numa noite de espetáculo ali , na Feira. Todos lhe contavam que ela tinha nascido nos bastidores do palco, no preciso momento em que a peça tinha acabado e o público tinha começado a aplaudir.
Ama particularmente GilVicente e o Benfica.
No teatro todos tinham dois nomes :
Mercúrio às segundas – feiras era o Sr. Vicente;
Teodora era a D. Adelina;
O Diabo era o Vicente Luís;
Marta-a-Mansa era a Fernanda;
(A sua mãe) Branca-a-Brava era a Branca;
Justina era a Teresa;
Doroteia era a Belmira; …
Todos tinham nomes normais às segundas-feiras, pois era o dia de descanso semanal, quando a Feira fechava e cada um ia à sua vida. Ela cresceu feliz e equilibrada no meio de atores do teatro amador Feira, sem luxos móveis ou bibliotecas mas com muito amor de todos.
A mãe de Branca andava sempre cheia de dores ( estava doente) mas tirando isso a vida corria-lhes bem, até ao dia em que Elas apareceram (A-mais-velha e A-mais-nova) e disseram que eram a LEI e que Branca tinha que frequentar a escola. Branca foi mandada para uma escola, mas Elas continuavam a aparecer dizendo que a Feira não tinha condições e que tinham que tirar Branca dali.
Certo dia a sua mãe disse-lhe que lhe iria pintar o cabelo de azul. Era a sua forma de despedida, para Branca se lembrar dela. Branca nunca percebera o que ela queria dizer com aquilo. Mas quando percebeu era tarde demais. Ela lembra-se de ver uma senhora de cabelos brancos à porta da Feira e Elas atrás da senhora a despacharem-se dela. Disseram - lhe que iria viver para casa da sua avó.
Branca entrou num casa escura com as janelas fechadas, corredores longos onde não havia crianças. A avó de Branca chamou Natália ( a sua empregada brasileira ) e disse-lhe para a acompanhar ao seu quarto. Branca adormeceu profundamente e quando acordou perguntou a Talita pela sua mãe, ela não lhe respondeu, depois de muita insistência disse-lhe que a sua mãe tinha falecido.
[… passam-se 6 anos]
Branca e a sua avó não se davam muito bem por isso a sua companhia era Natália.
O tempo passou e Branca fez dezasseis anos. Certo dia o seu pai bateu à porta dizendo que queria passear com ela. O seu pai perguntou-lhe se queria voltar consigo para a Suíça,
Branca recusou.
O pai foi-se embora, mas ofereceu-lhe um telemóvel para Branca lhe ligar se mudasse de ideias...
Ela ficou a olhar para o carro, até que ele desapareceu ao fundo da rua.
«Ela sabe que vai finalmente regressar a casa. Diz-se muitas vezes que a nossa vida é um palco. No caso de Branca, que nasceu no meio de uma enorme salva de palmas, a expressão é mesmo para ser levada à letra —como, mais tarde, ela acabará por perceber.
Branca voltou para casa e foi para o seu quarto. Abriu a sua pequena gaveta da mesa de cabeceira , tirou de lá uma agenda e telefonou para a Feira.
Ninguém atendeu... mas ela não perdeu a esperança pois sabia que ia voltar para a sua verdadeira casa.»

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